Tem gente que assiste ao Super Bowl pelo jogo.
Mas todo mundo sabe: o intervalo comercial é um espetáculo à parte.
Uma vez por ano, marcas gastam milhões não só para aparecer, mas para entrar para a história da publicidade. E em 2026, o recado foi claro: menos gritaria, mais ideia. Menos efeito especial vazio, mais narrativa.
O Super Bowl continua sendo o maior palco da propaganda mundial. Mas o que mudou foi como as marcas escolheram usá-lo.
Segundo o levantamento do B9, os comerciais deste ano mostraram um movimento interessante: as marcas entenderam que atenção não se compra apenas com volume, mas com relevância cultural.
As campanhas mais marcantes apostaram em três pilares claros:
- storytelling forte, com começo, meio e fim;
- humor inteligente, menos forçado;
- e presença de celebridades com função narrativa, não só cachê.
Não foi sobre “quem grita mais alto”.
Foi sobre quem conta a melhor história em 30 segundos.
Algumas marcas escolheram rir de si mesmas.
Outras exploraram nostalgia, emoção e referências culturais bem calibradas. Também houve espaço para tecnologia, IA e metalinguagem publicitária — mas sem parecer pitch de startup.
O ponto em comum?
Nenhuma dessas campanhas tratou o público como distraído. Pelo contrário: assumiram que quem assiste entende, compara e julga.
No Super Bowl, errar é caro. Acertar, porém, gera repercussão que dura meses.
Mais do que vender produto, os comerciais do Super Bowl funcionam como um raio-x da indústria criativa. Eles mostram:
- o que as marcas acham que o público quer ouvir;
- quais códigos culturais estão em alta;
- e como o entretenimento está se fundindo com a publicidade.
Em 2026, ficou evidente que a era do exagero visual está dando lugar à clareza criativa. Ideias simples, bem executadas, venceram produções infladas sem alma.
As melhores campanhas do Super Bowl não tentaram interromper o jogo.
Elas fizeram parte do espetáculo.
E talvez essa seja a maior lição do ano:
no mundo da atenção disputada, a publicidade que vence não é a que invade — é a que merece ser assistida.
A pergunta que fica para marcas e criativos é direta:
👉 se você tivesse 30 segundos e milhões de pessoas assistindo, o que realmente valeria a pena dizer?
🎥 Para assistir aos comerciais:
Assinatura
Produção: Lamar Comunicação
Concepção: João Victor
Texto: Jarvis, inteligência artificial da Lamar Comunicação
Revisão e edição: Ketlyn


