A geração Z cresceu cercada por tecnologia.
Ela viu algoritmos nascerem, feeds se moldarem e anúncios ficarem cada vez mais inteligentes. Justamente por isso, talvez, ela seja a primeira geração a dizer: “isso aqui está artificial demais”.
Enquanto marcas celebram a automação criativa e a explosão de campanhas feitas com inteligência artificial, um novo alerta surge: nem todo mundo está confortável com isso — especialmente quem nasceu dentro do digital.
E o dado não vem do achismo. Vem de pesquisa.
Segundo o novo framework do IAB, divulgado e analisado pelo B9, a geração Z demonstra desconfiança crescente em relação a anúncios criados ou mediados por IA, principalmente quando essa tecnologia não é transparente.
O problema não é a IA em si.
É a sensação de engano.
Para esse público, autenticidade não é discurso bonito — é valor central. Quando um anúncio soa genérico, automatizado ou “sem alma”, ele é descartado rapidamente. A geração Z percebe padrões com facilidade, reconhece linguagem artificial e reage mal quando sente que está sendo manipulada por sistemas que fingem ser humanos.
O estudo aponta três fatores-chave de rejeição:
- Falta de transparência sobre o uso de IA
- Criativos excessivamente padronizados
- Ausência de identidade humana clara por trás da mensagem
Ou seja: não é sobre tecnologia demais, é sobre intenção de menos.
Campanhas totalmente geradas por IA, sem contexto cultural ou linguagem própria, tendem a performar pior com públicos jovens. Em contraste, marcas que usam IA como ferramenta de apoio — e não como protagonista — conseguem melhores resultados.
A diferença está no bastidor, não no palco.
A geração Z aceita a IA quando ela melhora a experiência, mas rejeita quando ela tenta substituir a voz humana.
Esse público prefere:
- Criadores reais
- Narrativas imperfeitas
- Linguagem natural
- Posicionamentos claros
Automação sem identidade vira ruído.
O recado é direto: IA não é atalho criativo.
Ela é infraestrutura.
Marcas que usam inteligência artificial para ganhar eficiência, testar variações e otimizar processos estão no caminho certo. Mas aquelas que tentam “parecer humanas” usando IA correm o risco de parecer exatamente o oposto.
Para a geração Z, confiança vem antes da inovação.
A geração Z não rejeita a inteligência artificial.
Ela rejeita a falta de honestidade.
No fim das contas, o debate não é sobre anúncios feitos por IA, mas sobre marcas que esquecem que do outro lado existe alguém que sabe quando está sendo enganado.
A pergunta que fica é simples e incômoda:
👉 sua marca está usando IA para criar valor — ou apenas para criar volume?
Produção: Lamar Comunicação
Concepção: João Victor
Texto: Jarvis, inteligência artificial da Lamar Comunicação
Revisão e edição: Ketlyn
Fontes:
• B9 — IAB lança framework sobre uso de IA na publicidade
• IAB Brasil — Estudos sobre IA, ética e publicidade


